Teve início nesta segunda-feira (27/04) a demolição do muro da Praça Sarah Kubitschek, em Copacabana, uma intervenção aguardada há anos por moradores e comerciantes da região. A estrutura, localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, entre as ruas Djalma Ulrich e Almirante Gonçalves, vinha sendo apontada como um dos fatores que contribuíam para a sensação de insegurança no entorno.
Desde 2009, a derrubada do muro era alvo de pedidos formais à prefeitura. Um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas, em 2015, reforçou a pressão popular. Entre as principais críticas estava o fato de a estrutura criar pontos de ocultação, prejudicar a iluminação e acabar sendo usada como abrigo improvisado por usuários de drogas e pessoas em situação de rua.
A retirada integra um projeto mais amplo de requalificação da praça, conduzido pela Secretaria Municipal de Conservação, com previsão de conclusão até agosto. A proposta é abrir completamente o espaço para a rua, aumentar a visibilidade e estimular uma ocupação mais contínua e segura.
O impasse em torno da demolição girava também em torno de um painel inspirado na obra do escritor e cartunista Millôr Fernandes, reproduzido no muro. Para viabilizar a retirada sem eliminar a referência cultural, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento condicionou a intervenção à recriação da obra em outro ponto. A solução foi transferir o painel para o muro da Escola Municipal Cócio Barcellos, nas proximidades.
Além da demolição, o projeto prevê a recuperação do piso, instalação de rampas de acessibilidade, reforma de escadas e revitalização do mobiliário urbano, incluindo bancos e mesas de xadrez. Também está prevista a criação de uma área infantil com brinquedos, parede de escalada e piso emborrachado, redesenhando a dinâmica de uso de um dos espaços mais tradicionais do bairro.
“Com a remoção desse muro, vamos finalmente ter um espaço aberto e mais seguro para todos, refletindo o desejo da própria vizinhança. E, ao reconstruí-lo, vamos eternizar nele a célebre frase de Millôr Fernandes, no muro da Escola Municipal Cócio Barcellos, reforçando a preservação cultural e democrática da obra”, afirmou o vereador Flávio Valle.
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