O show gratuito de Shakira na Praia de Copacabana, no dia 2 de maio, deve movimentar cerca de R$ 776,2 milhões na economia do Rio de Janeiro. A estimativa é da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur.
A apresentação faz parte do projeto Todo Mundo no Rio, que entrou no calendário oficial de grandes eventos da cidade e deve seguir com shows no mês de maio até, pelo menos, 2028.
A expectativa é de um público de cerca de 2 milhões de pessoas em Copacabana. O cálculo considera os gastos de turistas nacionais, estrangeiros e moradores do Rio e da Região Metropolitana.
“O Todo Mundo no Rio se tornou uma data que atrai as pessoas para cidade, mesmo quem não vem para assistir ao show em Copacabana. A ocupação da cidade cresce nas semanas anteriores ao evento. As pessoas frequentam os restaurantes, ficam nos hotéis, compram no comércio da cidade. Isso se reflete nos números, com impacto de quase R$ 800 milhões”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.
Segundo o estudo “Potenciais Impactos Econômicos do ‘Todo Mundo no Rio’ 2026 – Shakira”, o público estimado será formado por 278 mil turistas nacionais, 32 mil turistas internacionais e cerca de 1,7 milhão de cariocas e moradores da Região Metropolitana.
Na divisão percentual, os turistas brasileiros representam 13,9% do público. Os estrangeiros somam 1,6%. Já o público local corresponde a 84,6%.
A projeção usa como base a distribuição observada em eventos anteriores, segundo o Observatório do Turismo Carioca, da Secretaria Municipal de Turismo do Rio (SMTUR-Rio).
O cálculo também leva em conta o gasto médio diário de cada grupo. Para turistas brasileiros, o ticket médio considerado é de R$ 547,30 por dia, com permanência de três dias. Para estrangeiros, o valor é de R$ 626,40 por dia, com estadia média de quatro dias. Entre moradores do Rio e da Região Metropolitana, o gasto médio estimado é de R$ 141,75.
Para o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, o peso de Copacabana está na combinação entre estrutura urbana, paisagem e capacidade de receber grandes públicos.
“Copacabana oferece uma combinação rara no mundo: infraestrutura, paisagem icônica e a vivência de receber milhões de pessoas. Isso posiciona o Rio de forma estratégica no circuito internacional de grandes shows e amplia o interesse de turistas ao longo de todo o ano”, disse Bernardo Fellows.
Além do impacto direto nos gastos do público, a Prefeitura do Rio estima que o show de Shakira também vai gerar forte exposição internacional para a cidade. A expectativa é de cerca de US$ 250 milhões em mídia espontânea, o equivalente a aproximadamente R$ 1,3 bilhão, pela cotação média considerada no estudo.
Nos dois anos anteriores, os shows de Madonna, em 2024, e Lady Gaga, em 2025, geraram juntos cerca de US$ 500 milhões em mídia espontânea internacional. O valor equivale a aproximadamente R$ 2,7 bilhões em visibilidade gratuita para o Rio.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, afirma que o efeito dos grandes eventos vai além do dia do show.
“O impacto econômico vai além do evento. Ele se traduz em aumento de arrecadação, geração de empregos e dinamização de cadeias produtivas estratégicas, com efeitos que se estendem ao longo do ano e por toda a economia da cidade”, afirmou Osmar Lima.
Os dados do Observatório do Turismo Carioca também mostram avanço no fluxo de visitantes em maio nos anos em que o Rio recebeu grandes shows em Copacabana.
Em 2024, ano da apresentação de Madonna, o número de visitantes no feriado do Dia do Trabalho cresceu 34,2% em relação a 2023, último ano sem show internacional na praia nesse período. Em 2025, com Lady Gaga, o crescimento chegou a 90,5% na comparação com 2023.
A arrecadação também subiu. Em maio de 2025, impulsionada pelo Todo Mundo no Rio, a cidade arrecadou R$ 66,8 milhões em impostos sobre serviços ligados a turismo, eventos, transporte municipal, aeroporto, rodoviária e artistas.
O valor representa crescimento real de 23,2%, já descontada a inflação, em relação a maio de 2023, quando a arrecadação foi de R$ 54,3 milhões. Em termos absolutos, o aumento foi de R$ 12,6 milhões.
Na comparação com maio de 2024, ano do show de Madonna, o crescimento real foi de 8,2%. A arrecadação adicional foi de R$ 5,1 milhões, já que naquele mês o total havia sido de R$ 61,8 milhões.
Segundo o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), a escolha de Copacabana como palco dos grandes shows também dialoga com a paisagem cultural reconhecida pela Unesco. Desde 2012, o sítio Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar é considerado Patrimônio Mundial.
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