A crise no Fluminense ganhou contornos mais preocupantes após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro. O técnico Renato Gaúcho, em coletiva pós-jogo, foi direto ao apontar a exaustão do elenco como fator central do mau momento. “Esse grupo não teve um único dia de descanso desde que cheguei”, afirmou.

Diante da maratona de jogos em sequência — Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores — Renato tem sido obrigado a recorrer ao rodízio de jogadores. A medida, embora necessária para evitar lesões, tem provocado outro problema: a falta de entrosamento. A troca constante de peças tira ritmo e continuidade do time titular, comprometendo o desempenho coletivo. O Fluminense sofre dentro de campo os efeitos da sobrecarga física e da instabilidade tática.

Segundo o artigo 7º do Estatuto do Atleta Profissional, os jogadores têm direito a repouso semanal e intervalo adequado entre jornadas. No entanto, com o consentimento do clube e dos atletas, essas garantias acabam sendo flexibilizadas diante do calendário imposto pelas entidades. A Confederação Brasileira de Futebol, por sua vez, reconhece o problema, mas pouco tem feito para corrigi-lo.

Nos bastidores, o departamento médico já vê aumento nos casos de desgaste muscular. A diretoria admite a limitação logística, mas Renato alerta: sem tempo para treinar, descansar e repetir escalações, a tendência é que os resultados sigam negativos.

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