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Ex-marido de galerista é condenado a prisão perpétua nos Estados Unidos

Empresário foi considerado culpado por homicídio por encomenda em meio a uma disputa de divórcio; executor será julgado no Brasil em fevereiro

Ex-marido de galerista é condenado a prisão perpétua nos Estados Unidos
Foto: odia.ig.com.br

O ex-marido da galerista Brent Sikkema foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos após ser considerado culpado por homicídio por encomenda, conspiração para cometer o mesmo crime e conspiração para planejar um assassinato em outro país.

Daniel já havia sido considerado culpado em maio deste ano e permanece preso em Nova York. A Justiça americana concluiu que o empresário contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para executar o galerista durante uma disputa conturbada de divórcio.

Investigação aponta planejamento e transferências financeiras

Segundo a investigação americana, Daniel começou a negociar a morte do ex-companheiro em 2023. O empresário teria realizado 11 transferências financeiras destinadas a Alejandro e a uma pessoa com quem o cubano mantinha um relacionamento em Cuba. A Procuradoria dos Estados Unidos apontou que o condenado usou nomes de amigos, parentes e funcionários sem o conhecimento deles para ocultar a origem do dinheiro.

Após o crime, Daniel teria enviado outros US$ 5 mil ao executor e prometido novos pagamentos. A acusação identificou ligações telefônicas entre os dois logo após o assassinato, realizadas por meio de um número utilizado para tratar do planejamento.

Relembre o caso e o julgamento do executor

Brent Sikkema, de 75 anos, foi morto em 14 de janeiro de 2024. O corpo foi encontrado no dia seguinte dentro de seu imóvel na Rua Abreu Fialho, no Jardim Botânico, com 18 ferimentos provocados por faca, conforme a investigação.

A denúncia do Ministério Público do Rio aponta que Alejandro viajou ao Brasil com orientações de Daniel e recebeu apoio financeiro. A acusação menciona uma promessa de pagamento de US$ 200 mil motivada por uma disputa patrimonial. O cubano teria usado chaves fornecidas por Daniel para entrar na residência e acabou preso pela Polícia Civil quatro dias após o crime.

Enquanto o mandante recebeu a pena máxima nos Estados Unidos, Alejandro responde no Brasil e está preso no Complexo de Bangu, na Zona Oeste. O julgamento dele está marcado para 25 de fevereiro de 2027, na 3ª Vara Criminal da Capital, após decisão da juíza Tula Correa de Mello de manter a prisão preventiva.

Marcelo Cunha
Publicado porMarcelo Cunha1.886 notícias publicadas

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