O governo dos Estados Unidos avalia ampliar a aplicação da Lei Magnitsky a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à crescente tensão diplomática com o Brasil. Relatórios preliminares indicam que Gilmar Mendes e Flávio Dino podem ser alvos, seguindo a linha das sanções já impostas à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e à revogação de vistos de sete autoridades brasileiras.
Segundo interlocutores americanos, o apoio expresso por esses magistrados a Moraes poderia ser interpretado como conivência com supostas violações de direitos humanos, na ótica de Washington. Apesar disso, fontes indicam que o processo de análise é longo e não há medidas imediatas previstas.
Em Brasília, a reação do STF foi imediata. O ministro Luís Roberto Barroso destacou a necessidade de interlocução direta entre o presidente Lula e o governo americano, ressaltando que qualquer reação política ou jurídica dependerá do desfecho dos inquéritos relacionados à tentativa de golpe. Alexandre de Moraes condenou as sanções, afirmando que elas violam o Direito Internacional, a soberania brasileira e a independência do Judiciário. Moraes reafirmou que as instituições brasileiras são sólidas e que a Corte seguirá respeitando a Constituição, mantendo imparcialidade e autonomia institucional, sem se submeter a pressões externas ou ameaças.
Por Redação
