Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira, 28 de julho, o coronel Márcio Nunes de Resende afirmou que houve um “silêncio ensurdecedor” do Exército em relação aos acampamentos montados diante dos quartéis após o segundo turno das eleições de 2022. Réu no núcleo 3 da denúncia da Procuradoria-Geral da República sobre tentativa de golpe, o militar prestou depoimento ao juiz auxiliar Rafael Tamai, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Resende é acusado de participar de uma reunião com integrantes das Forças Especiais do Exército, os chamados “kids pretos”, onde teria sido elaborada uma carta com objetivo de pressionar o Alto Comando a aderir à tentativa de ruptura institucional. O coronel, contudo, negou a existência de pauta golpista e afirmou que o encontro foi apenas uma confraternização entre colegas.
Durante o interrogatório, criticou a omissão institucional: “Seria importante um posicionamento oficial. A presença daqueles acampados em frente aos quartéis dava a entender que o Exército poderia agir”.
O STF ouve nesta semana dez acusados do mesmo núcleo, formado por militares e um policial federal, apontados por planejar ações para sustentar uma ofensiva contra o resultado eleitoral.



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