Na última terça-feira (24/02), o Governo do Rio de Janeiro realizou uma cerimônia para prestar homenagem a meninas e mulheres com atuação destacada na ciência, entre elas Tatiana Sampaio, bióloga e pesquisadora carioca, de 59 anos, responsável por liderar estudos sobre a polilaminina, molécula promissora na reversão de paralisias causadas por lesões medulares.
Os estudos realizados por Tatiana foram conduzidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ela é professora, e apoiados, na fase inicial, pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj), instituição vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.
”O Estado do RJ tem orgulho de investir em ciência e tecnologia e de apoiar pesquisas que transformam vidas. A trajetória da Tatiana Sampaio é um exemplo claro de como o fomento público, por meio da Faperj, fortalece talentos, impulsiona descobertas e projeta o nosso estado no cenário internacional”, disse o governador Cláudio Castro.
A polilaminina é um composto com potencial para estimular a regeneração de neurônios e favorecer a reconexão neural em casos de lesões do sistema nervoso, especialmente medulares. A iniciativa representa um avanço relevante na medicina regenerativa.
”A Faperj foi essencial para a realização do estudo clínico, que foi o divisor de águas do meu trabalho. Foi o que me permitiu avançar uma etapa e conseguir, finalmente, demonstrar que a polilaminina poderia funcionar em humanos”, afirmou Tatiana.
Paciente comenta
Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a participação de Bruno Drummond de Freitas. O bancário, de 31 anos, é o primeiro paciente a recuperar os movimentos após integrar o protocolo da pesquisa. Ele recebeu a polilaminina menos de 24 horas após o acidente automobilístico que causou uma lesão cervical completa na medula espinhal, deixando-o tetraplégico, em abril de 2018. A partir das primeiras semanas, Bruno começou a retomar movimentos voluntários nos membros inferiores, e após anos de reabilitação voltou a andar.
”Eu dei muita sorte de conseguir entrar no experimento da doutora Tatiana. Antes da minha cirurgia, que foi muito rápida – aconteceu 24 horas depois do meu acidente -, um integrante da equipe que ia realizar o procedimento tinha comentado com a minha família que o meu quadro se encaixava no experimento. Com a gravidade do meu quadro, a entrada no experimento foi a melhor decisão”, contou Bruno.
Além de Tatiana Sampaio, Cláudio Castro e Bruno Drummond, o evento contou com a presença, por exemplo, de Anderson Moraes, secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, e Caroline Alves, presidente da Faperj.
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