Se aprovado em segunda discussão e sancionada pelo governador, a lei tornará o Rio o primeiro estado do país a oficializar a data religiosa, que até então era considerada apenas ponto facultativo na esfera federal – o que dá autonomia a estados e municípios para decidir se haverá folga.
A proposta — que tramitava em conjunto após a unificação de dois projetos apresentados pelos deputados Márcio Gualberto (PL) e Fred Pacheco (PMN) — recebeu apoio do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), e do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Amorim (União), que se tornaram coautores.
Para Pacheco, a aprovação representa uma resposta a uma demanda antiga dos fiéis. “Com a lei, trazemos segurança jurídica e respeito à tradição religiosa de milhões de pessoas”, disse o deputado.
O deputado Márcio Gualberto também destacou o simbolismo da decisão. “Também ganham com isso os empresários, porque nós temos o turismo religioso”, afirmou.
Corpus Christi é celebrado 60 dias após a Páscoa, tradicionalmente em uma quinta-feira, em homenagem ao “corpo de Cristo” e ao sacramento da eucaristia na Igreja Católica. Com o feriado na quinta, muita gente “enforca” a sexta-feira e aproveita um feriadão de quatro dias.
A data já é feriado em alguns municípios, como São Paulo, mas nunca havia sido oficializada em âmbito estadual no Brasil.



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