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    Corpo de Juliana Marins passa por nova necropsia no IML do Rio de Janeiro

    Exame busca esclarecer dúvidas sobre morte da brasileira em trilha na Indonésia
    agazzetarjPor agazzetarj2 de julho de 20254 minutos lidos
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    Corpo de Juliana Marins passa por nova necropsia no IML do Rio de Janeiro

    Por Marcelo Cunha

    Mariana Marins (de boné) esteve no IML para acompanhar a necropsia no corpo da irmã . Reprodução

    Na manhã desta quarta-feira, 2 de julho de 2025, o corpo da brasileira Juliana Marins, que faleceu após um acidente durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, foi submetido a uma nova necropsia no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no centro do Rio de Janeiro. O procedimento, realizado a pedido da família e da Defensoria Pública da União (DPU), contou com a presença de dois peritos legistas da Polícia Civil, um perito médico da Polícia Federal (PF) e um assistente técnico indicado pelos familiares, visando esclarecer dúvidas deixadas pelo exame realizado no país asiático.

    Juliana Marins, de 28 anos, morreu em 21 de junho de 2025, após cair de um penhasco enquanto fazia uma trilha no vulcão Monte Rinjani, na ilha de Lombok. O corpo foi resgatado quatro dias depois, em 25 de junho, e submetido a uma autópsia na Indonésia. O laudo local apontou que a morte resultou de uma hemorragia causada por danos a órgãos internos e fraturas ósseas, provocados por traumas contusos horas antes do resgate. Segundo o documento, a morte ocorreu em menos de 20 minutos após o início da hemorragia, e a hipótese de hipotermia foi descartada devido à ausência de lesões teciduais nos dedos. No entanto, a família contestou a falta de clareza sobre o momento exato da morte e possíveis falhas na apuração, motivando o pedido de uma nova perícia no Brasil.

    Traslado e realização do exame

    O corpo de Juliana chegou ao Brasil na noite de terça-feira, 1º de julho, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, zona norte do Rio. O traslado internacional foi iniciado na segunda-feira, 30 de junho, com apoio da FAB e do governo do Rio de Janeiro, que disponibilizou o Corpo de Bombeiros para transportar o corpo até o IML.

    A nova necropsia foi autorizada após uma audiência realizada na 7ª Vara Federal de Niterói, na terça-feira, envolvendo a Advocacia-Geral da União (AGU), a DPU e o governo estadual. A AGU destacou que a União acompanhou o caso com atenção desde o início, oferecendo apoio à família dentro de suas competências institucionais. “Dada a natureza humanitária do pedido, optamos por colaborar para garantir celeridade e efetividade nas providências solicitadas”, afirmou o procurador-regional da União da 2ª Região, Glaucio de Lima e Castro.

    Mariana Marins, irmã de Juliana, esteve presente no IML por volta das 9h50 para acompanhar o procedimento, mas não falou com a imprensa. Com a conclusão da necropsia, o corpo foi liberado para a família, que agora organiza o sepultamento. A Polícia Federal, além de disponibilizar um perito para acompanhar o exame, foi acionada pela DPU para investigar possíveis omissões por parte das autoridades indonésias, visando esclarecer as circunstâncias da morte e garantir a correta apuração do caso.

    Contexto e limitações do exame

    A nova necropsia enfrenta limitações devido ao tempo decorrido desde a morte de Juliana, que pode comprometer a obtenção de novas evidências. Segundo a médica especialista em medicina legal Caroline Daitx, “elementos importantes serão perdidos, e o exame terá limitações no que poderá trazer de novas informações”. Apesar disso, o procedimento busca responder às dúvidas da família sobre a causa e o momento exato da morte, além de verificar a conduta das autoridades locais durante o resgate. A polícia de Lombok Oriental, na Indonésia, ouviu o guia que acompanhava Juliana na trilha, mas os resultados dessa investigação ainda não foram divulgados.

    A realização do exame no Brasil reflete o compromisso das autoridades em atender ao pedido da família e da DPU, que busca maior transparência sobre o trágico acidente. O caso tem gerado comoção e reacende discussões sobre a segurança de turistas em atividades de aventura no exterior e a importância de investigações detalhadas em casos de mortes em circunstâncias não esclarecidas.

    Autoria: A Gazzeta RJ

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