Fechar Menu
A Gazzeta RJ
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    A Gazzeta RJA Gazzeta RJ
    sábado, 25 abril / 2026
    • Notícias
      • Mundo
      • Policial
        • Brasil
    • Cidades
    • Esportes
    • Cultura
      • Entretenimento
    • Política
    • Tô na Rua
    • Educação
    • Fala Rio TV
    A Gazzeta RJ
    Lar»Brasil»Governo Lula reage à derrubada do decreto do IOF e promete diálogo após escalada de tensões
    Brasil

    Governo Lula reage à derrubada do decreto do IOF e promete diálogo após escalada de tensões

    Planalto busca STF para reverter decisão do Congresso, mas sinaliza recuo no tom de confronto
    agazzetarjPor agazzetarj2 de julho de 20254 minutos lidos
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest E-mail Telegrama
    Facebook Twitter Telegrama Pinterest E-mail WhatsApp

    Governo Lula reage à derrubada do decreto do IOF e promete diálogo após escalada de tensões

    Por Marcelo Cunha

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou uma das maiores derrotas de seu mandato com a derrubada, pelo Congresso Nacional, do decreto que aumentava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compensar a desoneração fiscal. Em resposta, o Planalto intensificou o discurso de “justiça tributária”, mas, após críticas de aliados e temores de afastar o eleitorado de centro, prometeu adotar um tom mais conciliador. A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão parlamentar, em uma ação que reflete a tensão entre o Executivo e o Legislativo.

    Contexto da disputa e reação do governo

    A rejeição do decreto do IOF pelo Congresso, liderada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, foi considerada uma derrota histórica para o governo Lula, com impactos estimados em R$ 12 bilhões no orçamento, segundo fontes do Planalto. O aumento do imposto visava compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, uma promessa de campanha do presidente. Para equilibrar as contas, o governo propôs taxar rendas acima de R$ 50 mil mensais, medida que ainda depende de aprovação legislativa e não entraria em vigor em 2025.

    Após a derrota, o governo unificou seu discurso em torno da narrativa de “ricos contra pobres”, defendendo que a taxação do IOF era uma medida de justiça social para proteger os mais pobres. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que inicialmente estava isolado na defesa do decreto, adotou um tom firme, criticando o ex-presidente Jair Bolsonaro e enviando indiretas ao Congresso. No entanto, aliados no Legislativo, como líderes do Centrão, alertaram que a postura de confronto de Haddad compromete sua interlocução com o Congresso, transferindo essa responsabilidade ao próprio Lula.

    A AGU entrou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade no STF, argumentando que o presidente não extrapolou suas atribuições ao editar o decreto e que a medida visava garantir equilíbrio fiscal. O Planalto reforça que não busca confronto com o Congresso, mas defende o direito do Executivo de ajustar o IOF por decreto.

    Apoio e críticas internas

    O discurso de “justiça tributária” ganhou apoio de figuras como a deputada Gleisi Hoffmann, o ministro Rui Costa, o senador Sidônio Palmeira e o próprio Haddad, que veem na narrativa uma forma de mobilizar a base governista. Contudo, assessores mais moderados alertam que o tom de confronto pode afastar o eleitorado de centro, essencial para a vitória de Lula em 2022. Esses aliados recomendam gestos de diálogo para evitar perdas eleitorais em 2026, destacando que, embora o discurso fortaleça a militância, ele pode alienar setores moderados do eleitorado.

    Enquanto o governo planeja sua estratégia, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, desempenhou um papel conciliador. Lira negociou com a equipe econômica a postergação do relatório sobre a isenção do Imposto de Renda, argumentando que o clima de tensão no Congresso poderia prejudicar o debate. Ele também convenceu deputados a não votarem a isenção de Imposto de Renda para mães solo, que, sem contrapartidas fiscais, seria considerada ilegal.

    Perspectivas e desafios

    O embate pelo IOF expõe as tensões entre o governo Lula e o Congresso, especialmente com a liderança de Hugo Motta, que impôs a maior derrota ao Planalto até o momento. A judicialização da questão no STF é vista como uma tentativa de proteger programas sociais e a estabilidade fiscal, mas também reflete a dificuldade do governo em articular maiorias no Legislativo.

    Enquanto o Planalto promete “abaixar as armas” e buscar diálogo, a estratégia de curto prazo foca em defender a legitimidade do decreto no STF, ao mesmo tempo em que tenta recuperar a interlocução com parlamentares. O governo enfrenta o desafio de equilibrar sua base fiel com a necessidade de atrair o eleitorado de centro, em um cenário político marcado por disputas de poder e negociações complexas.

    Autoria: A Gazzeta RJ

    agazzetarj
    agazzetarj

    Deixe o Seu Comentário

    Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
    Artigo anteriorMuseu Nacional reabre ao público nesta quarta-feira após sete anos de reconstrução
    Próximo artigo Corpo de Juliana Marins passa por nova necropsia no IML do Rio de Janeiro
    agazzetarj
    • Facebook
    • Instagram

    Leia Também

    pge-se-manifesta-pela-inelegibilidade-do-deputado-federal-carlos-jordy-em-processo-sobre-irregularidade-na-eleicao-de-niteroi

    PGE se manifesta pela inelegibilidade do deputado federal Carlos Jordy em processo sobre irregularidade na eleição de Niterói

    25 de abril de 2026 Política
    tse-mantem-condenacao-de-max-lemos-por-propaganda-negativa-na-campanha-para-prefeitura-de-queimados-em-2024

    TSE mantém condenação de Max Lemos por propaganda negativa na campanha para Prefeitura de Queimados em 2024

    25 de abril de 2026 Política
    piloto-do-helicoptero-que-caiu-na-praia-da-barra-recebera-medalha-pedro-ernesto

    Piloto do helicóptero que caiu na Praia da Barra receberá Medalha Pedro Ernesto

    25 de abril de 2026 Política

    Últimas Notícias
    pge-se-manifesta-pela-inelegibilidade-do-deputado-federal-carlos-jordy-em-processo-sobre-irregularidade-na-eleicao-de-niteroi

    PGE se manifesta pela inelegibilidade do deputado federal Carlos Jordy em processo sobre irregularidade na eleição de Niterói

    Por Marcelo Coelho Cunha25 de abril de 20262 minutos lidos
    tse-mantem-condenacao-de-max-lemos-por-propaganda-negativa-na-campanha-para-prefeitura-de-queimados-em-2024

    TSE mantém condenação de Max Lemos por propaganda negativa na campanha para Prefeitura de Queimados em 2024

    25 de abril de 2026
    piloto-do-helicoptero-que-caiu-na-praia-da-barra-recebera-medalha-pedro-ernesto

    Piloto do helicóptero que caiu na Praia da Barra receberá Medalha Pedro Ernesto

    25 de abril de 2026
    criterios-de-cobranca-do-iptu-serao-debatidos-em-audiencia-publica-na-camara-do-rio

    Critérios de cobrança do IPTU serão debatidos em audiência pública na Câmara do Rio

    25 de abril de 2026
    Enquetes
    Desculpe, não há enquetes disponíveis no momento.
    • Arquivo de enquete
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Política de privacidade
    • Termos de Uso
    • Quem Somos
    • Contato
    • Anuncie Conosco
    • Cultura
    © 2026 A Gazzeta RJ – Portal de Notícias do Rio de Janeiro. Redação RJ | [email protected] Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.