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    Reviver Centro avança, mas comunidades quilombolas alertam para um ‘apagamento em curso’

    agazzetarjPor agazzetarj28 de julho de 20254 minutos lidos
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    Reviver Centro avança, mas comunidades quilombolas alertam para um ‘apagamento em curso’
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    A Prefeitura do Rio está, desde meados de 2013, empenhada em projetos de revitalização da região Central do Rio. Depois do Porto Maravilha, a cidade agora está chegando na terceira fase do projeto Reviver Centro.

    Mas, apesar dos avanços, o projeto também levanta críticas — principalmente entre as comunidades quilombolas que vivem há anos no coração da cidade. O programa reacende um debate: como revitalizar o Centro sem apagar a história de quem sempre esteve ali?

    Uma das maiores preocupações dos quilombolas é o risco de gentrificação — processo que transforma áreas urbanas, encarece o custo de vida e aprofunda a segregação nas cidades. Para Roberto Santos, líder do Quilombo da Gamboa — criado em 2010 na Região Portuária —, o aumento nos preços já está expulsando famílias historicamente enraizadas ali.

    “O quilombo está no meio desse turbilhão de especulação imobiliária. Se já fizeram propostas escusas? Certamente. Mas com força ancestral, daqueles e daquelas enterrados no solo onde pisamos, resistimos bravamente aos ataques imobiliários”, afirmou.

    Quilombo da Gamboa deve se transformar em um Projeto de Habitação de Interesse Social, como forma de uma reparação histórica

    José Emílio Cordeiro, vice-presidente da Associação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj), também demonstra apreensão quanto aos impactos do projeto sobre essas comunidades.

    “O turismo é voltado para a classe média alta, o que invisibiliza culturas locais. O foco está em visitação e moradias externas, substituindo moradores antigos e ocupações históricas por empreendimentos voltados a esse mercado”, disse.

    Quilombos na capital

    Atualmente, o estado do Rio tem 53 comunidades quilombolas, sendo sete na capital, segundo a Acquilerj. A entidade busca preservar os bens materiais e imateriais dessas populações tradicionais. Mas Roberto acredita que há um apagamento em curso.

    “As políticas urbanas não prezam por nossas histórias. Muito pelo contrário. Há um apagamento em andamento. Por que não voltar na história e devolver o que nos foi negado? Política se faz com afinco, com objetivo de resgatar e preservar nossa ancestralidade”, declarou.

    Para José Emílio, a falta de políticas específicas e o desconhecimento do poder público colocam em risco a continuidade dessas tradições. “A ausência de diálogo com as lideranças ameaça a cultura e os modos de vida tradicionais. Falta recurso, falta espaço. E o projeto, como está, favorece quem vem de fora”, criticou.

    Caso do avô Emigdio de José Emílio, filho da escravizada Virgínia Maria do Espírito Santo – Foto: Arquivo pessoal

    Ainda assim, ele vê alternativas. Uma delas seria a criação de oficinas culturais, incentivo a pequenos negócios e o envolvimento direto da população tradicional nas decisões sobre o território.

    O TEMPO REAL procurou a Prefeitura do Rio para saber se há medidas voltadas à valorização das comunidades quilombolas, que representam parte fundamental da história do estado e do país.

    Em nota a prefeitura reforçou que “o objetivo de projetos como o Reviver Centro e o Porto Maravilha é atrair moradores, incentivar a ocupação de imóveis vazios e ampliar a diversidade no uso da região central da cidade. Essas iniciativas não têm como objetivo o afastamento de comunidades. Pelo contrário: a Prefeitura mantém seu compromisso com a valorização da história e da tradição que ajudam a formar a identidade do Rio”.

    Revitalização do Centro

    Antes da pandemia, o Sinduscon-Rio já estimava cerca de quatro mil imóveis vazios no Centro. A situação se agravou com a crise sanitária. Entre 2016 e 2021, apenas dois lançamentos residenciais haviam ocorrido na região — que nem aparecia entre os 15 bairros com mais vendas ou lançamentos.

    Desde 2021, já foram lançados 14 empreendimentos residenciais como parte do projeto. Com o projeto, há uma previsão de que seis mil pessoas passem a morar no Centro do Rio até o fim do ano, segundo um levantamento divulgado em março.

    A lei do Reviver Centro, sancionada em 2021, deu início à reocupação da área. Já foram lançadas etapas voltadas para habitação, cultura e, mais recentemente, recuperação de imóveis históricos. O “Reviver 3”, publicado neste mês de julho, prevê o uso de mecanismos como desapropriação e redistribuição fundiária para recuperar casarões e imóveis abandonados, em parceria com o setor privado.

    Antes do Reviver Centro, a Prefeitura do Rio já tinha obtido sucesso com a revitalização da Região Portuária do Rio. Depois da implosão do Elevado da Perimetral e a criação do hoje conhecido Porto Maravilha, o carioca ganhou novas opções de lazer, cultura e mobilidade urbana.

    No entanto, se, por um lado, esses projetos ajudam a devolver vida a uma região degradada, por outro, levantam preocupações sobre o apagamento da história e das comunidades tradicionais que há anos ocupam o território.

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