A crise política dentro do Botafogo ganhou novos contornos após o presidente do clube associativo, João Paulo Magalhães Lins, realizar reuniões na Europa com representantes da Eagle Football e do fundo Ares Management. Os encontros, realizados nos últimos dias, indicam uma articulação concreta para um possível afastamento de John Textor do comando da SAF. O movimento ocorre num momento em que o americano enfrenta questionamentos sobre a saúde financeira do projeto e a falta de garantias de investimento para o próximo ano.
Desde 2022, o Botafogo associativo detém 10% das ações da SAF e, segundo o acordo de acionistas, possui poder de veto sobre decisões estratégicas. Esse fator dá ao clube social peso determinante em qualquer mudança estrutural. Fontes próximas à diretoria confirmam que o presidente ouviu propostas alternativas de financiamento e de gestão, avaliando o impacto de uma possível troca no controle da SAF. A iniciativa é tratada como uma medida de precaução para proteger o clube de uma eventual quebra de fluxo financeiro ou perda de credibilidade junto ao mercado.
Internamente, a movimentação de João Paulo Magalhães recebeu apoio de conselheiros e ex-dirigentes, que enxergam a ação como um ato de responsabilidade e defesa institucional. O dirigente, que no início da parceria se apresentava como aliado de Textor, teria mudado de posição após repetidas divergências sobre a administração e o cumprimento de cláusulas contratuais.
John Textor, por sua vez, reagiu publicamente às cobranças e críticas, classificando-as como “exageradas” e reafirmando seu compromisso com o clube. No entanto, fontes ligadas ao Conselho Deliberativo afirmam que há crescente desconfiança em relação à capacidade do empresário de manter o equilíbrio financeiro da SAF.
Por Redação
