A Prefeitura do Rio apresentou neste sábado (14) o projeto e marcou o início das obras do Parque Terra Prometida, em Santa Cruz, na Zona Oeste. O novo equipamento vai ocupar a área da antiga Cidade das Crianças Leonel Brizola e foi pensado como um polo de turismo religioso e cultural, com capacidade para receber grandes eventos e movimentar a economia da região.
O projeto aposta na requalificação de um espaço histórico de Santa Cruz e tenta transformar a antiga área abandonada em um destino de fé, lazer e encontro. A proposta da prefeitura é combinar infraestrutura para grandes celebrações com atrações temáticas inspiradas em passagens bíblicas.
Durante o evento, o prefeito Eduardo Paes destacou o perfil do futuro complexo. “Esse é um local que vai tratar da fé judaica-cristã, contando um pouco da história dos cinco primeiros livros da Bíblia. Vai ter espaço para eventos, um grande templo com sete mil lugares, pia batismal, Monte Sinai, Mar Vermelho. Enfim, é um lugar que será um espaço de encontro e de fé para uma parte importante da nossa cidade: católicos, evangélicos, judeus. As igrejas cumprem um papel social importante na cidade, e sempre vamos ajudar, estimular e incentivar eventos, encontros e homenagens”, afirmou Eduardo Paes.
Com cerca de 200 mil metros quadrados, o Parque Terra Prometida foi dimensionado para receber, em média, 10 mil pessoas por dia. Em grandes eventos, esse número pode chegar a 70 mil visitantes. A nave principal terá capacidade para 7 mil pessoas. O complexo também contará com palco externo e esplanada para comportar celebrações e outras programações de grande porte.
O vice-prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que o espaço foi planejado para atender diferentes públicos religiosos e também uma demanda por grandes eventos na cidade. “Esse é um lugar especial, um parque que une diferentes religiões como o Judaísmo, o Cristianismo Neopentecostal, a Igreja Católica, mas que, especialmente, representa uma tradição de 90% da população do nosso país. Aqui é um espaço que vai atender a uma demanda enorme da população do Rio de Janeiro, que precisa de locais para eventos. Temos certeza que o parque terá uma agenda lotada. A gente governa para todo mundo, olhamos para todos os credos, para as diferentes manifestações e tratamos todos com igualdade”, disse Eduardo Cavaliere.
Mais do que um centro para eventos, o parque foi desenhado como um espaço temático. Entre os ambientes previstos estão o Jardim do Éden, o percurso sensorial dos Dez Mandamentos e o Caminho do Mar Vermelho, com uma experiência simbólica de “andar sobre as águas”. O projeto inclui ainda os montes das Oliveiras, Sinai e Sião, destinados a oração, contemplação e convivência.
A proposta também prevê reutilização de estruturas já existentes. O antigo planetário será transformado no Cinema 360º Gênesis. Já o teatro da antiga Cidade das Crianças passará por reformulação para virar um centro de convenções, ampliando o uso do espaço para atividades culturais e institucionais.
O desenvolvimento do projeto foi contratado no ano passado pela Rio-Urbe, com investimento de R$ 2,7 milhões. A implantação do parque será feita por etapas.
Na primeira fase, estão previstas a demolição das estruturas remanescentes da antiga Cidade das Crianças e a execução de serviços de terraplanagem. Esse primeiro pacote inclui ainda melhorias viárias no entorno e a urbanização da Estrada do Guandu, em frente ao futuro parque.
Segundo a prefeitura, essa etapa inicial representa investimento estimado em cerca de R$ 14 milhões. O processo licitatório já está em andamento e as obras, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura, devem começar ainda neste primeiro semestre.
Na fase seguinte, o projeto avança para a implantação das estruturas centrais do complexo. Estão previstas a construção da Nave Ecumênica, do Centro de Convenções, do Cinema 360º Gênesis e dos espaços temáticos que vão compor o percurso histórico e religioso do parque.
Também estão incluídas nessa etapa uma alça de acesso à Avenida Brasil e um estacionamento com capacidade para cerca de 100 ônibus. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 190 milhões. A ideia é preparar a região para absorver o fluxo de visitantes e evitar impactos maiores no tráfego local.
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