Postos de combustíveis do Rio de Janeiro começaram a semana com relatos de desabastecimento e alta nos preços. Segundo o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Município do Rio de Janeiro, revendedores informaram dificuldade no recebimento de produtos, em meio à redução do fornecimento por parte das distribuidoras.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (16) pelo presidente do Sindcomb, Manuel Fonseca, em entrevista à BandNews FM. De acordo com o sindicato, os relatos envolvem postos da capital e também estabelecimentos em trechos da Rodovia Presidente Dutra, onde motoristas já perceberam falta de gasolina, etanol e diesel.
Além da escassez em alguns pontos, consumidores também notaram aumento nos preços dos combustíveis. A pressão maior recai sobre o diesel, que já preocupa empresas de ônibus e operadores do transporte público no estado.
Diante do cenário, a Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio, a Semove, pediu que as distribuidoras adotem medidas para garantir a regularidade do abastecimento e criem planos de contingência para evitar um desabastecimento mais amplo.
O ofício também foi enviado à Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana e ao Detro-RJ. No documento, obtido pela BandNews FM, a federação pede informações sobre a perspectiva de evolução dos preços e defende a priorização do fornecimento para o transporte essencial de passageiros.
A entidade afirma que a alta do óleo diesel pode provocar impacto de pelo menos 14,22% nas tarifas praticadas em todo o estado. O tema ganhou peso porque o combustível é base da operação dos ônibus que circulam no Rio de Janeiro.
Segundo a Semove, o transporte coletivo responde por cerca de 50% das viagens motorizadas no estado. Por isso, qualquer ruptura no abastecimento ou elevação brusca de custos pode atingir diretamente a operação do serviço e pressionar ainda mais a discussão sobre tarifas.
Com informações da Band News.
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