A cerca de dois meses da eleição para a presidência do Fluminense, a oposição tricolor se consolidou em torno de Celso Barros e Rafael Rolim, sua vice na chapa “O Flu é dos Tricolores”, que lidera as intenções de voto com 37,91%. Os candidatos apoiados pelo atual presidente, Mário Bittencourt, Matheus Montenegro e Ricardo Tenório, aparecem com 32,97%, enquanto Ademar Arrais e Adyr Tourinho somam 3,85% e 15,38% dos sócios permanecem indecisos. Barros tem papel histórico no clube, tendo investido durante a Série C e contribuído para a conquista de dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, três Estaduais e vice-lugares em Libertadores e Copa Sul-Americana. Rolim, procurador do Estado, já concorreu à presidência e liderou o Movimento Futuro Flu, que defendia maior transparência no processo de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol. A chapa recebeu apoio de figuras influentes como Sérgio Poggi e Alexey Dantas, especialistas em gestão e marketing esportivo, e promete administrar o clube de forma coletiva, transparente e estratégica. Barros critica a gestão atual por tentar se perpetuar no poder e questiona a experiência do candidato apoiado pela situação, enquanto Rolim alerta para a situação financeira preocupante, com dívida crescente e balanços pouco claros. Com o apoio da oposição e da liderança na pesquisa, a chapa Barros-Rolim surge como alternativa concreta para conduzir o Fluminense, colocando os sócios diante de uma decisão decisiva para o futuro administrativo e esportivo do clube.
