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    Lula sanciona CNH Social, garantindo carteira de motorista gratuita para população de baixa renda

    Programa financiado por multas de trânsito entra em vigor em agosto e beneficia inscritos no CadÚnico
    agazzetarjPor agazzetarj2 de julho de 20255 minutos lidos
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    Lula sanciona CNH Social, garantindo carteira de motorista gratuita para população de baixa renda

    Por Marcelo Cunha

    Na sexta-feira, 27 de junho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.153/2025, que institui a CNH Social, um programa que permitirá à população de baixa renda obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) gratuitamente. A medida, publicada no Diário Oficial da União, altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e destina recursos arrecadados com multas de trânsito para custear o processo de habilitação de pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A nova legislação entrará em vigor em 11 de agosto de 2025, após um período de 45 dias para adaptação dos serviços pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).

    Objetivos e impacto da CNH Social

    A CNH Social tem como objetivo democratizar o acesso à habilitação, cujo custo elevado — que inclui taxas, aulas práticas e teóricas, exames médicos e psicológicos — muitas vezes é inacessível para famílias de baixa renda. O programa beneficia cidadãos com renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 759,00, considerando o salário mínimo de R$ 1.518,00 em 2025) ou inscritos em programas sociais específicos via CadÚnico, como o Bolsa Família.

    A iniciativa, de autoria do deputado federal José Guimarães (PT-CE), é vista como uma ferramenta para promover inclusão social e oportunidades de trabalho. “A CNH Social proporciona às pessoas de baixa renda a chance de atuar em profissões como motoristas de aplicativos, entregadores ou condutores de transporte coletivo, que exigem habilitação”, destacou Guimarães em entrevista. A medida é especialmente relevante em um contexto de alta demanda por serviços de entrega e mobilidade urbana, ampliando a empregabilidade e a renda de trabalhadores em todo o país.

    Além do custeio da habilitação, a lei permite que os recursos das multas sejam usados para cobrir taxas administrativas e despesas relacionadas à formação de condutores, como aulas em autoescolas credenciadas. Anteriormente, esses valores eram destinados exclusivamente a sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e educação no trânsito, o que limitava iniciativas de inclusão.

    Veto ao exame toxicológico e outras mudanças

    Na mesma sanção, Lula vetou o trecho da lei que tornava obrigatória a apresentação de exame toxicológico negativo para a obtenção da CNH nas categorias A (motocicletas) e B (carros de passeio). A justificativa do presidente foi que a exigência geraria custos adicionais desnecessários para os motoristas, especialmente para a população de baixa renda beneficiada pela CNH Social. O exame toxicológico segue obrigatório apenas para as categorias C, D e E (veículos de transporte de cargas e passageiros), como já previsto no CTB.

    Outra novidade da lei é a possibilidade de realizar a transferência de propriedade de veículos de forma totalmente digital, por meio dos sistemas dos Detrans ou do órgão executivo de trânsito da União. O processo exigirá assinaturas eletrônicas qualificadas ou avançadas de compradores e vendedores, com valididade em todo o território nacional. A vistoria para transferência também poderá ser feita eletronicamente, a critério dos órgãos estaduais, simplificando e agilizando o procedimento.

    Implementação e desafios

    A entrada em vigor da CNH Social em 11 de agosto de 2025 dependerá da regulamentação pelos Detrans estaduais, que devem definir os critérios para inscrição, o número de vagas disponíveis e os procedimentos para acesso ao benefício. A expectativa é que cada estado publique editais detalhando como os interessados poderão se candidatar, com prioridade para inscritos no CadÚnico.

    A medida foi amplamente celebrada nas redes sociais, com usuários destacando seu impacto social. “Vitória do povo! Lula sancionou a CNH Social, garantindo carteira de graça para os mais pobres, custeada por multas de trânsito. Isso é inclusão!”, escreveu um internauta no X. Outro usuário reforçou: “A CNH Social é essencial para garantir emprego e dignidade aos mais necessitados. Lula prioriza o povo!”

    No entanto, especialistas apontam desafios na implementação, como a necessidade de coordenação entre os Detrans e o governo federal para garantir a distribuição equitativa dos recursos. Há também a preocupação com a capacidade das autoescolas de atender à demanda gerada pelo programa, especialmente em regiões mais pobres. O governo federal informou que o Ministério dos Transportes e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) acompanharão a execução da política para assegurar sua eficácia.

    Repercussão e significado

    A sanção da CNH Social reforça o compromisso do governo Lula com políticas de inclusão social, atendendo a uma demanda histórica de trabalhadores que dependem da habilitação para acessar o mercado de trabalho. A medida é vista como um passo concreto para reduzir desigualdades, especialmente em áreas urbanas e rurais onde a CNH é essencial para profissões como motorista de aplicativo, entregador ou condutor de veículos agrícolas.

    A iniciativa também recebeu elogios por utilizar recursos de multas de trânsito, que antes eram restritos a áreas técnicas, para financiar um programa social. “É o governo Lula pelos mais necessitados, transformando multas em oportunidades”, destacou um apoiador no X. Contudo, a rejeição do exame toxicológico para categorias A e B gerou debates, com alguns especialistas em segurança no trânsito questionando se a medida poderia comprometer a fiscalização de condutores, embora o impacto seja considerado mínimo para motoristas de veículos leves.

    Com a CNH Social, o Brasil dá um passo importante para ampliar o acesso a direitos básicos e promover a mobilidade social, beneficiando milhões de brasileiros que antes viam a habilitação como um obstáculo financeiro. A expectativa agora é pela regulamentação detalhada e pela implementação eficiente nos estados, para que o programa alcance seu pleno potencial.

    Autoria: A Gazzeta RJ

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