Governo Federal autoriza compra de até 300 mil toneladas de arroz beneficiado importado
Por Marcelo Cunha A Gazzeta RJ
Repúdio à politização do combate à fome: Ação popular contra compra de arroz pelo Governo é injusta
É lamentável que, em um momento crítico como o que vivemos, quando a fome afeta milhões de brasileiros, algumas ações e comentários nas redes sociais escolham politizar uma medida que visa diretamente o alívio imediato da população mais carente. Um exemplo recente é o Twitter que critica a compra de arroz pelo governo federal, acusando a ação de ser uma manobra para a compra de votos.
Contexto da Medida
O governo federal anunciou a compra de quase R$ 7 bilhões em arroz para abastecer as prateleiras dos mercados e, consequentemente, reduzir o preço desse item essencial. Essa ação, que deveria ser vista como um esforço para garantir a segurança alimentar dos brasileiros, está sendo injustamente atacada por uma ação popular que alega ser prejudicial e desnecessária.
Ação Judicial e sua Repercussão
A primeira decisão judicial dessa ação popular foi proferida pelo juiz federal Bruno Risch Fagundes de Oliveira, da 4ª Vara Federal de Porto Alegre. Ele determinou que a União e a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) prestem informações preliminares em 24 horas. Embora o juiz tenha reconhecido a relevância do tema, é crucial que as respostas da União e da CONAB sejam claras e enfáticas, destacando a urgência e a necessidade da medida.
Por que a Compra de Arroz é Crucial
O Brasil enfrenta uma crise alimentar sem precedentes, agravada pela pandemia e pela instabilidade econômica. O preço do arroz, um dos alimentos mais básicos na mesa do brasileiro, tem subido constantemente, tornando-se inacessível para muitas famílias. A intervenção do governo visa justamente equilibrar o mercado, oferecendo esse alimento essencial a um preço justo. A fome não espera, e ações rápidas são necessárias para garantir que ninguém passe necessidade.
Repúdio à Politização do Tema
A acusação de que a compra de arroz é uma tentativa do governo do PT de comprar votos é infundada e desrespeitosa. Tratar uma questão de segurança alimentar como uma manobra política desvia o foco do verdadeiro problema: a fome que afeta milhões de brasileiros. É irresponsável transformar uma medida emergencial de combate à fome em uma batalha política, especialmente quando a vida de tantas pessoas está em jogo.
Conclusão
É crucial que deixemos de lado as divisões políticas quando se trata de garantir a alimentação do povo brasileiro. Não é hora de politizar o combate à fome. É hora de unir esforços para garantir que ninguém no nosso país passe fome. A fome tem pressa, e nossas ações devem ser rápidas e decisivas. Repudiamos qualquer tentativa de transformar uma ação tão necessária em um jogo político.
Marcelo Cunha, Gazeta RJ.
