O Flamengo não tratou a troca de comando como contratação comum. Ao fechar com Leonardo Jardim até dezembro de 2027, o clube decidiu pagar caro por algo que, no futebol, costuma faltar quando a crise aperta: tempo e autoridade. O português chega com salário na casa de R$ 3 milhões por mês, faixa que no mercado brasileiro virou referência por estar associada ao patamar de Abel Ferreira.
A leitura é que a diretoria quis “comprar” um treinador com peso para comandar um elenco estrelado e tomar decisões impopulares sem ficar refém do vestiário. O movimento também acontece depois de um período de gastos altos com reforços — o que, no discurso interno, aumentou a necessidade de alguém capaz de organizar o pacote e dar resposta rápida em campo.
Para o Cruzeiro, o acordo vira aquele tipo de notícia que escancara a diferença de prateleira. Na passagem por Minas, Leonardo Jardim recebia algo perto de R$ 1,5 milhão mensais. No Flamengo, o salto dobra. Na conta anual, o treinador passa a girar na casa dos R$ 36 milhões, número que muda o tamanho da cobrança junto com o tamanho do contrato.
Esse tipo de salário também mexe com uma ideia que já vinha crescendo no futebol brasileiro: técnico estrangeiro não chega só como aposta de ocasião, e sim como peça central de projeto. Quando um clube aceita colocar a comissão técnica no topo da folha, o recado é que o comando passa a ser parte do investimento, não um acessório.
Só que a aposta vem com risco óbvio. Abel Ferreira virou parâmetro no Palmeiras porque houve blindagem e insistência no método, mesmo com pressão e fases de turbulência. No Flamengo, a tradição recente é outra: troca rápida, pouco fôlego, cobrança diária. A demissão de Filipe Luís, mesmo com aproveitamento alto, é lembrada nos bastidores como prova de que o clube nem sempre sustenta processos.
Com salário de estrela, Leonardo Jardim entra num cenário em que resultado vira exigência imediata. O Flamengo pagou caro para ter um treinador “grande” no papel. Agora precisa bancar o que isso significa quando o time oscilar, quando a torcida apertar e quando a política interna começar a testar o limite da tal paciência.
Com informações do Moon BH.
Deixe a Sua Biografia aqui






Deixe o Seu Comentário