Estado lança projeto piloto em nove cidades para enfrentar tragédias climáticas
Por Marcelo Cunha A Gazzeta RJ
Nove municípios do Rio de Janeiro receberão um plano piloto para implementar uma estratégia de resiliência urbana e evitar desastres climáticos. Este projeto faz parte do programa estadual Rio Inclusivo e Sustentável e será realizado em parceria com a ONU Habitat, com um investimento de US$ 1,3 milhão.
Cidades Selecionadas
As cidades escolhidas, devido aos impactos significativos das chuvas nos últimos anos, são:
Costa Verde: Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba
Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo
Região Serrana: Petrópolis, Nova Friburgo, Teresópolis
Objetivos do Projeto
O plano inclui:
1- Capacitação para resiliência urbana e climática
2 – Avaliação de riscos com autoridades municipais e a comunidade
3 – Criação de um Marco de Ação de Resiliência
Ações e Desafios
Larissa Ferreira da Costa, assessora especial de Cidades Resilientes, destacou a necessidade de adaptar as ações às especificidades de cada município para enfrentar eventos climáticos extremos. O projeto busca fortalecer a capacidade técnica e financeira dos municípios.
José Antônio Marengo Orsini, climatologista do Cemaden, enfatizou a importância de uma cultura de prevenção e percepção de riscos. Ele afirmou que as chuvas intensas são uma realidade crescente e que a prevenção pode minimizar os danos.
A Defesa Civil do estado oferece treinamentos para lidar com desastres, envolvendo forças armadas, agentes estaduais, municipais e a sociedade civil. Kellen Salles, diretora da escola da Defesa Civil, reforçou a importância da preparação para situações de risco.
Soluções e Investimentos
Carlos Machado, da Fiocruz, apontou a necessidade de investimentos federais e estaduais nos municípios para melhorar as estruturas de defesa civil. Gustavo Mello, economista, sugeriu intervenções de engenharia, como o reservatório da Praça da Bandeira, para mitigar enchentes.
Douglas Ruas, secretário estadual de Cidades, destacou a falta de recursos e a necessidade de autonomia financeira para enfrentar a urgência climática. Ele argumentou que a urbanização desordenada agravou a situação e que a canalização e retenção de água das chuvas são soluções imediatas.
Participaram do evento, entre outros, Marcio Romano, subsecretário de Defesa Civil do Rio, Marcelo Motta, geógrafo da PUC-Rio, e Matheus Martins, especialista em Recursos Hídricos da UFRJ.
Marcelo Cunha
A Gazzeta RJ
