O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o empresário Paulo Figueiredo desembarcam nesta quarta-feira (13) em Washington para pressionar autoridades dos Estados Unidos a ampliar sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e restringir operações financeiras no país. A iniciativa se baseia na Lei Magnitsky, que prevê congelamento de bens e bloqueio de transações de pessoas acusadas de violação de direitos humanos.
Por ora, a estratégia não inclui outros ministros do STF nem líderes do Congresso, mas estudos apontam possibilidade de atingir a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, e integrantes do governo federal. Figueiredo destacou que monitorará a atuação de parlamentares e poderá sugerir sanções caso haja bloqueios a pautas legislativas consideradas prioritárias.
Aliados de Jair Bolsonaro intensificaram nos últimos meses a pressão política no Legislativo, mas projetos como o fim do foro privilegiado e eventuais medidas de anistia a participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 ainda não avançaram.
O Departamento de Estado dos EUA já criticou a atuação do governo brasileiro, alegando restrição à liberdade de expressão e deterioração dos direitos humanos no país em 2024. A viagem de Eduardo Bolsonaro e Figueiredo representa mais uma tentativa de influenciar a política interna brasileira por meio de sanções externas, levantando alerta sobre riscos de pressões internacionais sobre magistrados e instituições nacionais.
