O prefeito Eduardo Cavaliere acompanhou, na madrugada desta quinta-feira (23), as celebrações em homenagem a São Jorge na Igreja Matriz de Quintino, na Zona Norte do Rio. Neste ano, pela primeira vez, a festa passou a integrar o Calendário Oficial da Cidade, em um dia que deve reunir mais de 1,5 milhão de fiéis.
O momento de maior destaque na madrugada foi um espetáculo com 300 drones, que iluminou o céu de Quintino por cerca de 20 minutos, pouco antes da tradicional Missa da Alvorada, celebrada às 5h.
Eduardo Cavaliere destacou o peso simbólico da devoção a São Jorge para a cidade e também o impacto da festa na rotina do Rio.
“São Jorge é uma devoção carioca, do Brasil. Ele e São Sebastião são os santos mais populares da cidade, com uma relação mais profunda com o dia a dia, com a vida de batalha, de guerreiro. E essa é uma festa que atrai muita gente. De Santa Cruz a Quintino, passando pelo centro. Ao longo do dia, a Igreja de Quintino reúne mais de 1 milhão de pessoas, entre barracas e feijoadas. É uma festa muito importante, porque move não só a devoção, mas também a economia”, afirmou.
Para dar conta da movimentação, a Prefeitura do Rio montou uma operação especial com participação da CET-Rio, Guarda Municipal, Secretaria de Ordem Pública (Seop) e da subprefeitura da Zona Norte.
Embora a programação religiosa tenha começado no dia 19 de abril, com o tríduo de São Jorge, esta quinta concentra o maior fluxo de homenagens. A Missa Solene foi celebrada às 10h pelo cardeal Dom Orani Tempesta. À tarde, os fiéis seguem em procissão pelas ruas do bairro, a partir das 16h. As missas continuam em sequência até as 19h30.
A mobilidade também ganhou reforço. Em parceria inédita com a SuperVia, a prefeitura articulou horários especiais de trens ainda durante a madrugada para facilitar o acesso dos fiéis à Missa da Alvorada.
As composições partiram de Santa Cruz, às 3h10, de Japeri, às 3h18, e da Central do Brasil, às 4h, todas com destino a Quintino. Ao longo de todo o dia 23, o sistema ferroviário opera com grade de sábado, mais ampla que a normalmente usada em feriados, para atender o volume esperado de devotos.
Com a entrada da festa de São Jorge no calendário oficial, a celebração em Quintino ganha mais peso institucional sem perder o traço popular que há décadas marca a data no Rio de Janeiro.
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