O futebol brasileiro vive, mais uma vez, um momento de tensão provocado não pelo talento dos jogadores ou pela emoção das partidas, mas por uma decisão arbitrária que escancara a urgência de rever critérios e responsabilidades dentro de campo. A expulsão do goleiro Léo Jardim, do Vasco, no empate com o Internacional, reaqueceu uma discussão antiga: até onde vai o poder do árbitro, e quando ele se torna autoritário?

O juiz Flávio Rodrigues de Souza expulsou Léo após dois cartões amarelos, sendo o segundo aplicado por “cera”. O goleiro alegava dores e caiu no gramado aos 38 minutos do segundo tempo. O árbitro, sem acionar equipe médica ou demonstrar qualquer disposição para apurar o estado clínico do jogador, simplesmente decidiu que era simulação. Pela sua “percepção”.

Não há exame. Não há laudo. Não há médico. Só a convicção de um árbitro que se sentiu autorizado a diagnosticar, julgar e punir, tudo em questão de segundos. O problema não está só na decisão em si, mas no precedente que ela abre. Afinal, se o atleta está sentindo dor, pode ser sim cera, mas também pode ser uma lesão grave, uma costela quebrada quase perfurando um pulmão. Quem decide isso é o profissional de saúde, que estudou anos para isso. Nunca o apitador.

O Vasco protestou com veemência. Exige o afastamento imediato de Flávio Rodrigues de Souza e cobra posicionamento da CBF. Está certo. O futebol se decide na bola, não no achismo de quem tem o apito. E se ninguém fizer nada, os campos seguirão sendo palcos de injustiças que minam a confiança no esporte.

Leia nota oficial

NOTA OFICIALO Vasco da Gama repudia, com veemência, a atuação desastrosa do árbitro Flavio Rodrigues de Souza na partida deste domingo (27/07), contra o Internacional, em Porto Alegre, válida pelo Campeonato Brasileiro.

Será que é só erro ou incompetência? Quando os equívocos da arbitragem se repetem e tiram, de forma direta, quatro pontos consecutivos do Vasco da Gama, essa pergunta precisa ser respondida, com urgência, por quem comanda a arbitragem brasileira.

O Vasco da Gama tomará todas as medidas administrativas cabíveis junto à Comissão de Arbitragem da CBF e estará, já nesta segunda-feira, na sede da entidade para protocolar nova representação oficial.

O afastamento do árbitro Flavio Rodrigues de Souza deve ser imediato ou iremos continuar acumulando um histórico de decisões polêmicas e recorrentes prejuízos a clubes e ao bom andamento do campeonato. Se isso não ocorrer, mina-se a confiança de atletas, profissionais, torcedores e investidores.

O Vasco da Gama não aceitará calado. Vai cobrar explicações, mudanças e responsabilidade.

Porque futebol se decide na bola, e não no apito.

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