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    Beber bem no calorão: menos álcool, mais frescor, eis a receita para o verão de 2026

    RedaçãoPor Redação28 de dezembro de 202510 minutos lidos1 Visualizações
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    Beber bem no calorão: menos álcool, mais frescor, eis a receita para o verão de 2026
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    O Rio se prepara para mais um verão de sensação térmica na casa dos 40°C e enquanto o corpo bronzeia, o copo também muda de perfil: menos álcool, mais frescor, vermute, vinhos naturais, aperitivos leves e uma leva de drinques sem álcool algum. A pergunta que interessa, então, é direta: o que beber para matar o calor no verão de 2026?

    O TEMPO REAL traça um roteiro que começa no Centro, passa pela Glória, cruza Botafogo e termina em Copacabana e arredores, num mapa que mistura coquetelaria popular brasileira, vinho natural, cachaça de melado e um aperitivo batizado de Bebete, já candidato a “drinque oficial” da cidade no verão.

    Centro: destilaria, balcão e rua que volta a ser polo

    O coração histórico da cidade entra em nova fase de animação. Com o programa Reviver Centro, a prefeitura concede incentivos fiscais e apoia a recuperação de prédios antigos, o que abre espaço
    para novas lojas, bares e restaurantes. A Rua da Carioca vira Rua da Cerveja e carrega a expectativa de movimentar mais de R$ 200 milhões em quatro anos e criar centenas de empregos. Já a poucas quadras dali, a Rua do Senado ganha o selo de “rua mais cool do mundo” pela revista “Time Out” e empurra ainda mais o eixo da boemia para o Centro.

    É nesse cenário que a Destilaria Maravilha se firma como um dos endereços mais curiosos da cidade: fábrica de destilados no segundo andar, balcão e mesas no térreo, tudo dentro de um casarão antigo recuperado. A casa aposta em coquetéis que valorizam o que sai dos próprios alambiques, gin em versões cítricas e refrescantes, highballs com muito gelo e, claro, espaço para quem também prefere começar a noite com algo sem álcool, mas cheio de técnica.

    Destilaria Maravilha, na rua do Senado, é uma das novidades do verão no coração do Centro — Foto: Divulgação

    A escolha do endereço não foi casual para a coordenadora de customer success Mayra Dias, que celebrou ali seus 29 anos.

    “Eu queria um lugar em pé, com drinques, mais livre. Não era um aniversário pra sentar e comer, era pra circular”, conta, lembrando que o modelo híbrido da rua também pesou. “Gostei muito dessa liberdade de a pessoa entrar e sair da Destilaria, comprar uma bebida ali na esquina e continuar conversando”, relata.

    A lógica conversa com o que o verão pede: menos cerimônia e mais encontros.

    Na outra ponta do Centro, a Rua da Carioca ganha novo fôlego com a Choperia Cotovelo, bar de balcão dedicado a chope bem tirado e torneiras que revezam rótulos de cervejarias independentes. A brincadeira do nome vira conceito: lugar de apoiar o cotovelo e resenhar.

    Pela Lapa, já colado nesse circuito, o Suru Bar responde pela vertente da coquetelaria popular brasileira. Para o sócio Igor Renovato, o bar nasce como manifesto:

    “Suru Bar é uma questão de legado. A gente levanta uma bandeira de algo que até então não tinha nome. Quando a gente fala sobre coquetelaria popular brasileira, isso engloba preços mais acessíveis, produtos muito bons e uma predileção para bebidas nacionais.”

    No Suru Bar, a aposta é em coquetéis refrescantes, doces e cítricos — Foto: Divulgação

    O cardápio para o próximo verão do Suru segue essa linha de sabor democrático:

    “Coquetéis refrescantes, doces, cítricos, em geral, são a base que a gente traz para 2026”, diz Igor.

    Ele antecipa, ainda, que a casa volta a apostar em um menu especial de estação com um gin com toque de goiaba e capim-limão, sidras autorais e drinques gaseificados, todos pensados para enfrentar o calor sem
    derrubar o cliente logo na primeira rodada.

    Mas o verão no Suru não é só para beber, mas para empurrar também a dimensão social do rolé. Igor conta que as rodas de samba de quarta-feira se tornam ações solidárias: parte do lucro financia a distribuição de comida para pessoas em situação de rua na Lapa, e o time já pensa no Suru Bloco para o pré-carnaval.

    Bar, nesse caso, vira ponto de encontro, rede de apoio e lugar onde a cidade se vê.

    Glória: vinho na praça e jazz ao pôr do sol

    Descendo da Lapa em direção à Zona Sul, a Glória consolida um corredor de bares que trocam a gritaria pela conversa longa, e o chope por bebidas mais leves. A vizinhança da Praça do Russel, desbravada por casas como o Labuta Mar, recebe um novo personagem: o Déjà-Vu, bar de vinhos com cara de cartão-postal.

    Déjà-Vu: drinque Praça Paris (uísque infusionado com coco, leite de coco e capim-limão, clarificado
    com leite) — Foto: Tempo Real

    O salão com estética retrô divide espaço com a livraria de arte Gloria Artbooks, a carta privilegia vinhos naturais e de baixa intervenção. Para o verão 2026, o espaço prepara tardes de jazz aos domingos para beber os drinques frescos e marcantes. Para o sócio e responsável pela coquetelaria da casa, Jonas Aisengart, o empreendimento se encaixa dentro de um escopo maior:

    “Vejo um movimento forte de bar de vinho e de consumo com teor alcoólico menor. O Déjà-Vu vem muito nessa toada: abre mais cedo, fecha mais cedo, tem uma atmosfera de praça, como você vê na Europa.”, aposta.

    Na taça ou no copo, isso se traduz em vinhos naturais servidos de maneira descomplicada e coquetéis autorais mais leves. É o caso do Belle Époque (bourbon, shrub de pêssego, licor 43 e sour mix, finalizado com angostura) e do Praça Paris (uísque infusionado com coco, leite de coco e capim-limão, clarificado com leite).

    No meio desse mapa, um personagem costura muitos dos endereços: a Bebete, aperitivo criado por
    Jonas em parceria com a Cachaça Sete Engenhos.

    “Ela é dessas bebidas que você toma antes ou depois da refeição. Ela nasce para ocupar o lugar de produtos como o Aperol, mas se desdobra em spritz e highballs com tônica”, destaca.

    “A ideia é valorizar pequenos produtores, respeito à terra e uma cachaça que conte essa história no copo. Nossa cachaça é um projeto ecológico, social e cultural”, define o produtor Haroldo Costa, responsável pela aguardente de melado que serve de base para a bebida.

    Já a poucos metros dali, o Jurema completa o roteiro da Glória com uma carta que também passeia por vinhos, cachaças selecionadas e coquetéis frescos. Combinações com frutas tropicais, ervas e gelo em abundância criam um meio-termo perfeito entre refeição e boteco, bom para quem quer beber, comer bem e voltar para casa sem perder o rumo.

    Frutas tropicais dão o tom no Jurema, na Glória — Foto: Divulgação

    Botafogo: do café em coquetel ao boteco que abraça a rua

    Se o Centro volta a ser polo e a Glória se consolida como refúgio de vinho, Botafogo segue firme como laboratório de novas fórmulas. O bairro soma botequins clássicos, bares de vinho natural, casas de coquetelaria autoral e restaurantes que funcionam como extensão da sala de casa.

    O Salva Bar é um desses endereços. Comandado por um time que vem da cena de cafés especiais, o bar mistura o grão, destilados e cítricos em receitas que brincam com amargor e frescor. O público encontra highballs com café coado frio, variações de gin tônica turbinadas com café e uma seleção de cachaças descansadas em barris de árvores como pau brasil, jambu, cerejeira e bálsamo. Além de opções de soft drinques que não perdem em nada no sabor, como o Cajuzinho, que leva extrato de caju, suco de laranja, caramelo salgado e água gaseificada, e o Baratino, feito com água tônica, chá de hibisco com frutas vermelhas, limão siciliano e menta

    Mais adiante, em um Botafogo que abraça tanto quem sai do metrô quanto quem desce do Uber, o
    Chanchada reforça o título de “buteco de vinho” da cidade. A casa trabalha com chopp gelado, balcão para quem gosta de comer de pé e muito charme.

    Jonas, também responsável pela coquetelaria dali, define o espírito da casa:

    “O Chanchada bebe profundo nas fontes dos botequins cariocas e dos bares de vinho. É um lugar para todo mundo, da Dua Lipa ao Zezinho da obra. A graça é misturar mundos no mesmo balcão.”

    Na esquina da Real Grandeza com a Ipu, o Jurubeba junta cozinha caprichada, PF de respeito e coquetel clássico com personalidade. A carta tem um hit anunciado já no nome: o Galo Jurubeba, mistura de cachaças, vermute de jurubeba e redução de cerveja dunkel. Algo pensado para quem gosta de amargor, dulçor moderado e corpo, mas não abre mão do gelo até a borda do copo. Batidas servidas em doses pequenas completam o roteiro para quem prefere algo mais direto.

    O Libô, por sua vez, ocupa o território híbrido de bar de vinhos e coquetelaria com cara de varanda de amigo. As mesas recebem negronis bem montados, taças de vinho que mudam conforme as safras e uma seleção de coquetéis sem álcool que usam o mesmo cuidado de infusões, clarificação e montagem dos drinques tradicionais.

    Eleito o melhor bar de vinhos do Prêmio Comer & Beber da “Veja Rio”, ali, o verão é em jarras para dividir em uma conversa que atravessa a noite.

    No Libô, especializado em vinhos naturais, também há uma coquetelaria sem álcool — Foto: Divulgação

    Copacabana e arredores: vermute na taça e conservas etílicas

    Na Princesinha do Mar, o verão 2026 também ganha coordenadas novas. Depois do sucesso na Lapa com o Suru, os sócios Igor Renovato e Raí Mendes se uniram ao mixologista Thiago Teixeira e abriram o Conserva em Copacabana, conectando coquetelaria autoral e bebidas de baixa graduação alcoólica.

    O grande trunfo da carta são as conservas etílicas, linha de coquetéis curtos à base de vermute, servidos prontos, gelados e em copo pequeno, com acidez alta e dulçor contido.

    “Elas nascem dessa vontade de servir coquetéis prontos, curtos e refrescantes, com base em vermute, que cheguem à mesa com a mesma complexidade de um drinque clássico, só que mais ácidos e leves para o calor do Rio”, resume o mixologista.

    Em Copacabana, o recém-inaugurado Conserva aposta numa coquetelaria autoral e bebidas de baixa graduação alcoólica — Foto: Reprodução / Redes Sociais

    O espaço também mira quem quer controlar o teor alcoólico: parte importante da carta circula entre 0% e 20% de álcool.

    “Copacabana vive um novo momento. A boemia está mais espalhada, mais democrática”, destaca Thiago.

    Segundo pesquisa da MindMiners, só 45% da geração Z (16 a 30 anos) consome bebidas alcoólicas, número bem menor que os 57% dos Millennials, os 67% da geração X e os 65% dos Boomers. A lógica mudou: “é sobre beber sem pressa, com sabor, frescor e contexto.”

    A poucos quilômetros do Conserva, entre Ipanema e Copacabana, o Virtuoso aterrissa de Salvador trazendo a bandeira do vinho natural. O wine bar trabalha com dezenas de rótulos rotativos de produtores brasileiros e estrangeiros, foco em vinhos laranjas, brancos e tintos de pequena produção, e um cardápio curto de cozinha que conversa com a taça. As bebidas de baixa intervenção chegam à mesa em ambiente de mini listening bar, com som bem cuidado e clientela que tanto ocupa o balcão quanto se espalha pelas mesas internas.

    No fim das contas, seja em um balcão de mármore da Rua do Senado, no jazz do Déjà-Vu ou com o cotovelo no chope da Carioca, o importante é que o gole seja leve, com propósito e muito sabor.

    E que refresque. No verão de 2026, beber bem é beber junto.

    Entre Copacabana e Ipanema, o wine bar Virtuoso trabalha com dezenas de rótulos rotativos de produtores brasileiros e estrangeiros, foco em vinhos laranjas, brancos e tintos de pequena produção – Foto: Divulgação
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