
A Frente Parlamentar pela Humanização e Atenção nos Serviços Públicos da Alerj debateu a necessidade urgente de um novo censo da população em situação de rua. O deputado Danniel Librelon (REP), coordenador da Frente, destacou que tramita na Casa projeto de lei que obriga a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos a mapear esse público, fundamental para implementar políticas públicas eficazes.
Dados do IPEA indicam crescimento de 38% da população em situação de rua no Brasil entre 2019 e 2022, chegando a quase 300 mil pessoas. No Rio de Janeiro, estima-se que cerca de 45 mil cidadãos não tenham moradia fixa. A subsecretária Dianne Arrais apresentou ações do programa Habita Mais, com construção, reformas e oito mil aluguéis sociais.
A defensora Cristiane Xavier ressaltou o baixo orçamento do FEHIS, equivalente a apenas 0,3% da receita líquida estadual, e defendeu a adoção do modelo Housing First, que garante moradia imediata e integrada à comunidade, mesmo para pessoas com transtornos mentais ou uso abusivo de drogas.
O Projeto Ruas, com 11 anos de atuação, atende cerca de 1.200 pessoas por mês, promovendo cidadania e oportunidades. Exemplos de impacto, como o de Wallace Rocha, que viveu 14 anos em situação de rua e hoje se prepara para abrir um restaurante, reforçam a importância da continuidade de políticas públicas e projetos estruturados de acolhimento.
Por Redação





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