
Em junho, o CEO do Vasco, Carlos Amodeo, afirmou que o clube teria mais de um reforço à disposição do técnico Fernando Diniz até 10 de julho. Dois meses depois, a realidade é desanimadora: apenas o volante Thiago Mendes foi contratado, sem status de titular. Nesse período, o time caiu na Sul-Americana, entrou no Z-4 e viu rivais diretos reforçarem seus elencos, como Sport com nove reforços, Juventude, Fortaleza e Vitória com seis cada, Santos com quatro e Grêmio com dois.
Antes de Diniz, sob Fábio Carille, foram seis rodadas no Brasileirão, com duas vitórias, um empate e três derrotas, somando sete pontos e aproveitamento de 38%. Com Diniz, o cenário piorou: em 19 jogos, o time venceu cinco, empatou seis e perdeu oito, com apenas três vitórias nas últimas 15 rodadas. A queda de rendimento, somada a eliminações e à fragilidade defensiva, quinta pior do campeonato, expôs falhas de planejamento.
O investimento de mais de R$ 32 milhões em atacantes como Garré, Loide e Jean David não trouxe retorno técnico. Problemas na defesa persistem, e as negociações com Andrés Gómez, do Rennes, e Carlos Cuesta, do Galatasaray, enfrentam entraves burocráticos e financeiros.
O fantasma do rebaixamento já preocupa. Mantendo a média atual, as projeções indicam mais de 60% de risco de queda. Para escapar, o time precisa alcançar pelo menos 45 pontos, exigindo um aproveitamento bem acima do registrado até agora. A diretoria tenta acelerar contratações e reorganizar a folha salarial, enquanto a torcida cobra comprometimento e transparência.
Dois mundos se desenham: o que o torcedor ainda sonha — “uma reação espetacular que devolva o Vasco ao G-8 e apague o pesadelo do Z-4”; e a dura realidade — “a luta diária contra os números e a falta de resultados que insistem em manter o time na beira do abismo”.






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