
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, iniciou discussões para aplicar sanções aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil). Esta é a primeira vez que a Casa Branca avalia com profundidade figuras do Legislativo brasileiro, espelhando-se no mapeamento já feito sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Washington reprova a decisão de Hugo Motta de bloquear a votação do projeto de anistia a réus e condenados por tentativa de golpe de Estado, medida que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo americano vê essa atitude como um entrave à responsabilização política e jurídica de aliados de Bolsonaro.
Quanto a Davi Alcolumbre, o descontentamento reside no fato de o presidente do Senado não pautar o impeachment de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, cujo visto já foi revogado pelos Estados Unidos. Na terça-feira (22), um novo pedido de afastamento de Moraes foi protocolado no Senado, mas Alcolumbre reafirmou a interlocutores que não pretende colocar em votação qualquer impeachment contra membros da Suprema Corte.
Ambos os parlamentares, embora filiados a partidos de centro-direita, estão alinhados com o presidente Lula e fazem parte da ala do Centrão que busca equilíbrio entre governo e oposição. Hugo Motta frustrou a oposição ao suspender o funcionamento de comissões durante o recesso parlamentar, impedindo avanços em investigações e medidas que buscavam reagir às restrições judiciais impostas a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Essa movimentação da Casa Branca demonstra uma nova fase nas relações diplomáticas e políticas entre Brasil e Estados Unidos, com reflexos diretos no equilíbrio do poder interno e na autonomia do Legislativo.





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