
O aumento de até 50% nas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu o alerta no setor produtivo. Entidades como a CACB e especialistas em direito tributário alertam que a medida ameaça pequenas e médias empresas exportadoras, que não têm estrutura para suportar o impacto.
Segundo Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, cerca de 2 mil dessas empresas somam US$ 500 milhões anuais em exportações para os EUA. “O prejuízo será imenso. Essas companhias têm cadeias produtivas próprias e são grandes empregadoras”, afirma.
O advogado tributarista Luis Claudio Yukio Vatari ressalta que, ao contrário das multinacionais, pequenos negócios não conseguem se reorganizar e correm risco de desaparecer. O efeito cascata pode atingir o emprego e a inflação.
A CACB recomenda que o governo priorize a diplomacia para reverter as tarifas e evite retaliações. “O Brasil tem base legal para contestar a medida na OMC, que é o caminho mais eficaz e responsável”, conclui Vatari.
O Ministério da Fazenda informou que já acionou o Itamaraty e a equipe econômica para negociar com os EUA antes da entrada em vigor das tarifas, prevista para 1º de agosto.





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