
A conduta do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem gerado crescente desconforto na cúpula do Partido Liberal. Fontes internas relatam que o parlamentar tem agido de forma isolada e sem alinhamento com a direção partidária, contribuindo para o agravamento da crise que atinge a direita brasileira.
A tensão aumentou após a imposição de tarifas ao Brasil pelo ex-presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, onde Eduardo tem mantido agenda política. Embora o deputado afirme que não solicitou o tarifaço, e que apenas acionou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes (STF), lideranças do PL avaliam que ele não se desvinculou de maneira clara da medida.
Internamente, houve dois pedidos diretos ao parlamentar: parar os ataques ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e negar publicamente que tenha solicitado as sanções. A primeira exigência foi atendida após intervenção de Jair Bolsonaro; a segunda segue sem resposta objetiva.
Na terça-feira (22), a situação se agravou com a exibição pública de uma bandeira de apoio a Trump por deputados do PL, como Sargento Fahur e Delegado Caveira. O ato provocou críticas internas, sendo considerado um erro estratégico por setores mais pragmáticos, que temem o desgaste da imagem do partido em meio à suspensão de comissões na Câmara.
Dirigentes avaliam que a falta de controle sobre Eduardo revela fragilidade do comando partidário e ameaça o esforço de reconstrução da base conservadora no Congresso.





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