
Servidores técnicos-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) seguem em greve. No último domingo (20), a paralisação completou quatro meses. A ação tem como pauta prioritária pressionar o governo a cumprir o pagamento do índice de 26,05% do salário firmado em acordo de greve do ano passado.
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) tentou absorver gradualmente o percentual nos futuros reajustes salariais, apesar de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável aos servidores.
O índice referente à Unidade de Referência Padrão (URP) foi incorporado aos salários dos servidores técnico-administrativos em 1989 para repor perdas inflacionárias e, desde então, tem sido alvo de disputas judiciais.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), houve uma proposta de suspensão da greve em assembleia realizada no início deste mês. Mas, a categoria votou, por unanimidade, pela continuidade da paralisação.
“É inadmissível que qualquer trabalhador ou trabalhadora perca um índice que pode chegar a 1/4 do seu salário. Por isso, a greve continua, com o Sintfub atuando em todas as frentes políticas e institucionais para buscar uma saída que garanta segurança jurídica, segurança alimentar e respeito aos direitos da categoria”, defendeu o sindicato em nota.
A categoria se reuniu em nova assembleia na manhã desta quarta-feira (23), na Praça Chico Mendes, localizada no campus UnB Darcy Ribeiro, para atualizar os trabalhadores sobre o atual cenário. Está prevista para quinta-feira (24) uma reunião com a Procuradoria-Geral da União e a Advocacia-Geral da União (AGU) para abrir uma nova mesa de negociações.
Negociações
Após esforço da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), o Sintfub recebeu apoio da organização sindical em âmbito nacional. A CUT trabalhou diretamente para abrir o canal de diálogo com a AGU. Os esforços visaram construir uma mesa de negociação com a participação dos órgãos envolvidos e a entidade representativa da categoria.
O sindicato dos técnicos afirmou que está buscando todos os meios para sanar as controvérsias e garantir a manutenção e o pagamento integral da URP. A categoria afirma que seguirá mobilizada.
“Registramos que o Sintfub tem compromisso com os servidores técnico-administrativos da UnB, com a universidade pública, com os interesses nacionais, e não abrimos mão dos nossos direitos, que é, em meio à toda essa crise, uma oportunidade de o governo se posicionar ao lado dos trabalhadores”, diz o comunicado divulgado nesta quarta-feira (23).
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