
Propriedade de traficante Peixão revela luxo incomum: lago com carpas de R$ 80 mil e mini campo de futebol
Por Marcelo Cunha
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Em meio à periferia dos bairros de Vigário Geral e Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, estava a mansão do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, líder do Terceiro Comando Puro (TCP). A propriedade, demolida na manhã desta terça-feira (11) pela Polícia Civil, era um verdadeiro refúgio de luxo, destacando-se pela opulência em um contexto de construções modestas ao redor.
Avaliada em R$ 300 mil, a residência contrastava com as humildes moradias da região, contando com piscina, área gourmet, coqueiros e até um lago artificial com carpas avaliadas em R$ 80 mil. O local também possuía um espaço para shows e festas, onde mulheres tinham entrada gratuita, e os homens pagavam R$ 30 para participar. O evento era marcado por apresentações de DJs e um ambiente de diversão exclusivo para amigos e aliados do traficante.
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Ao adentrar a mansão, o visitante era recebido por dezenas de palmeiras. A área de lazer ainda contava com um lago artificial, cercado por um guarda-sol de palha e uma decoração que incluía pedras naturais. Ao contrário das casas vizinhas, que frequentemente nem possuem reboco, a propriedade de Peixão ostentava gramados e jardins bem cuidados, além de uma pequena praia artificial com fundo de areia, no espaço que antes era uma área de vegetação densa.
O local estava estrategicamente situado entre a Linha Vermelha e a Avenida Brasil. Imagens do Google Earth revelam como o espaço foi transformado ao longo do tempo: em junho de 2021, a área ainda era coberta por árvores, mas, cinco meses depois, o terreno já mostrava sinais de escavação, e, em junho de 2022, o lago estava completo, consolidando o “oásis” exclusivo para o chefe do tráfico.
Além da mansão, a operação policial desativou a chamada “academia do tráfico”, situada a cerca de 500 metros da residência de Peixão. A academia, equipada com aparelhos de ginástica decorados com a bandeira de Israel, foi avaliada em R$ 300 mil e removida para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho.
O lago artificial, com bomba de tratamento da água, era um dos maiores atrativos do local, complementado por um minicampo de futebol e uma área coberta com churrasqueira. Esse luxuoso refúgio era também palco de encontros íntimos entre Peixão e sua companheira, conforme revelado pelas investigações.
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A demolição da mansão e a desativação de outros bens pertencentes ao grupo criminoso são mais um golpe no poder paralelo instalado pelo TCP na região. As operações continuam com o objetivo de enfraquecer a facção e reduzir a influência do tráfico na área.






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