
Moradores do Catiri relatam cobrança de ‘contribuição mensal’ imposta pela milícia, com direito a carnê
Por Marcelo Cunha
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Moradores do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, estão denunciando que milicianos estão exigindo uma taxa mensal, variando entre R$ 80 e R$ 120, de moradores e comerciantes. Aqueles que se recusam a pagar essa “contribuição mensal voluntária” podem ser alvo de agressões ou até mesmo expulsos da comunidade.
Inicialmente, o valor cobrado era de R$ 40, mas, atualmente, dobrou e os criminosos ameaçam aumentar a cobrança para R$ 100, dependendo do caso. Para comerciantes, o valor pode ser ainda maior, podendo chegar até R$ 120, com base no tipo de comércio.
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A situação no Catiri tem se intensificado desde 2023, com uma guerra territorial entre o Comando Vermelho (CV) e a milícia, que tenta manter o controle da área. A milícia era comandada por Marcos Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, morto em novembro de 2022, no confronto pela dominância do jogo ilegal na Grande Tijuca e na Zona Sul do Rio.
No início de 2024, o Disque-Denúncia registrou sete ocorrências de atividades criminosas na região do Catiri, o que evidencia a crescente tensão no local. O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, delegado Victor Santos, afirmou que bairros como Catiri são estratégicos para o tráfico de drogas, e perder o controle dessas áreas impactaria significativamente a logística do Comando Vermelho.
Segundo relatos, os milicianos têm monitorado a entrada de rivais e a movimentação policial, com câmeras instaladas em postes e vigilância constante em cima das lajes das casas. Para tentar recuperar o controle da região, a Polícia Militar tem intensificado as ações de combate ao tráfico, tendo realizado a prisão de 32 criminosos e a apreensão de 35 armas, incluindo 16 fuzis, em operações realizadas nos últimos quatro meses.
A Polícia Civil também está investigando as atividades criminosas no Catiri, monitorando os grupos e realizando diligências para identificar e responsabilizar todos os envolvidos nos crimes.





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