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    ‘Ele está amedrontado, não quer ficar sozinho no hospital’, diz advogado da família de jovem autista baleado por policial

    agazzetarjPor agazzetarj14 de julho de 20246 minutos lidos1 Visualizações
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    ‘Ele está amedrontado, não quer ficar sozinho no hospital’, diz advogado da família de jovem autista baleado por policial

    Por Marcelo Cunha

    Hospital Adão Pereira Nunes, em Jardim Primavera, no município de Duque de Caxias, onde o rapaz está internado
    Hospital Adão Pereira Nunes, em Jardim Primavera, no município de Duque de Caxias, onde o rapaz está internado — Foto: Divulgação

    O caso do jovem de 30 anos, baleado por um policial civil durante uma abordagem em Magé, na Baixada Fluminense, está sob investigação da delegacia de Piabetá, onde o policial trabalha. No entanto, o advogado da família, Anderson Ribeiro, solicita que o inquérito seja transferido para garantir imparcialidade.

    O jovem, que segundo a família é autista, permanece internado no Hospital Geral Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias, com um projétil alojado na perna. Apesar de estar lúcido e em estado estável, o jovem está profundamente abalado. “Ele está extremamente amedrontado, não quer ficar sozinho no quarto do hospital em nenhum momento. Tem medo que um policial entre e faça algo com ele. Embora seja adulto, tem uma mentalidade infantil e não entende por que isso aconteceu, questionando-se constantemente e afirmando que não fez nada de errado. Ele não consegue dormir bem à noite por medo. Os familiares estão se revezando para ficar com ele”, afirmou o advogado.

    O agente que efetuou o disparo afirmou em depoimento que atirou no chão porque o jovem segurava um pedaço de madeira e fez um movimento em sua direção. O advogado da família nega essa versão e pede que a investigação seja transferida para outra delegacia para garantir imparcialidade, já que o caso está sendo investigado pela 66ª DP (Piabetá), onde trabalham os policiais envolvidos na abordagem.

    “Três policiais participaram da abordagem: uma inspetora mulher, o policial que atirou e outro agente que registrou a ocorrência. Todos são da mesma delegacia. Parece que criaram uma narrativa para justificar a agressão injusta sofrida pelo rapaz. Acionamos a Comissão de Direitos Humanos da Alerj para acompanhar o caso e pedimos que a investigação seja transferida dessa delegacia”, declarou Anderson Ribeiro. “Acreditamos que, se continuar lá, a investigação será parcial. Como a delegacia dos policiais envolvidos pode ser a mesma que investiga o caso? Isso não faz sentido. Queremos que a investigação passe para outra unidade policial ou para o Ministério Público para evitar interferências. Essa é a nossa principal preocupação.”

    O advogado também destacou que a polícia dificultou o acesso ao boletim de ocorrência. “Inicialmente, o policial que registrou a ocorrência não quis fornecer uma cópia à família. Uma inspetora também se negou a me dar uma cópia do boletim, alegando sigilo. Só depois de falar com a delegada é que conseguimos uma cópia. Sentimos que há uma blindagem”, ressaltou Ribeiro.

    Além disso, Ribeiro afirmou que já acionou o Ministério Público e a Comissão de Direitos Humanos da Alerj para acompanhar o caso. Segundo ele, o jovem se assustou com a presença de uma viatura policial e correu. Ele foi perseguido pelos agentes e baleado na coxa, causando uma fratura exposta no fêmur. Duas testemunhas afirmaram ter presenciado o incidente, e uma delas está disposta a prestar depoimento.

    “Uma das testemunhas viu tudo. O jovem se assustou com a viatura e correu. A polícia o perseguiu e atirou nele. Os populares, incluindo a testemunha e seu filho, gritaram avisando que ele era autista. Segundo a testemunha, os policiais apontaram a arma para a cabeça dele, e ela acredita que, se não fosse pela intervenção dos populares, algo pior poderia ter acontecido”, relatou o advogado, que desmentiu a versão dos policiais: “Em nenhum momento ele pegou um pedaço de pau. Essa foi uma narrativa montada para justificar o disparo.”

    O incidente ocorreu no Bairro Parque dos Artistas. A vítima estava a caminho da casa de uma irmã quando um carro da Polícia Civil se aproximou. Assustado, ele correu e foi perseguido. O jovem entrou em um terreno onde foi baleado por um dos policiais. Em nota, a Polícia Civil afirmou que a vítima foi ferida por estilhaços. A família não acredita na versão de que o jovem encurralou o policial com um pedaço de madeira.

    “Ele tem 30 anos, mas sua idade mental é de uma criança. Todos no bairro o conhecem. Ele não tem histórico agressivo e sempre foi dócil e simpático com todos. Ele correu porque ficou assustado. Poderiam tê-lo imobilizado, mas atiraram. Agora, está com pinos na perna, no hospital”, afirmou um familiar.

    Na 66ª DP (Piabetá), o caso foi registrado como lesão corporal. Os três policiais envolvidos disseram em depoimento que estavam no local cumprindo um mandado de prisão para outra pessoa. Após o jovem ser baleado, ele foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento de Piabetá. Atualmente, está internado no Hospital Geral Adão Pereira Nunes, onde passou por cirurgia.

    “O jovem ainda está com o projétil alojado e vai passar por uma nova cirurgia na terça-feira. A bala ficou próxima à veia femoral, então há risco. Se a veia tivesse sido rompida, ele poderia ter morrido”, destacou o advogado.

    A Polícia Civil informou que a corregedoria foi comunicada e acompanha a investigação. A pasta afirmou que o registro de ocorrência não foi feito pelo policial que atirou e que ele não participa da investigação.

    “O caso está sendo investigado pela 66ª DP (Piabetá). De acordo com os agentes envolvidos, durante uma abordagem, o homem correu e encurralou um policial civil, que, para resguardar sua segurança e integridade física, disparou em direção ao solo, na tentativa de repelir a possível agressão. Um estilhaço feriu a perna do homem. Ele foi imediatamente socorrido pelos agentes, que acionaram o Samu e o encaminharam para um hospital da região. O registro de ocorrência não foi feito pelo policial que realizou o disparo e ele não participa da investigação. O agente foi ouvido e diligências estão em andamento para apurar os fatos. A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) foi comunicada e acompanha a investigação”, diz a nota completa da Polícia Civil.

    Marcelo Cunha
    A Gazzeta RJ

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