
Polícia Federal investiga operação da Abin envolvendo auditores da Receita Federal e senador Flávio Bolsonaro
Por Marcelo Cunha
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A Polícia Federal investiga um caso de possível espionagem ilegal envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Jair Bolsonaro. Segundo a investigação, em 20 de novembro de 2020, a Abin teria realizado uma operação clandestina para investigar auditores da Receita Federal que estavam apurando um esquema de “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os agentes buscavam descobrir informações comprometedoras e relações políticas dos auditores. A PF indica que a ordem era arquivar de forma não oficial quaisquer dados adversos encontrados contra os auditores.
O ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, é apontado pela investigação como responsável pela operação. Ele teria participado de uma reunião com Jair Bolsonaro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, e possivelmente a advogada de Flávio Bolsonaro. Segundo a PF, Ramagem teria sugerido medidas para anular a investigação contra Flávio Bolsonaro, incluindo a abertura de procedimentos administrativos contra os auditores da Receita Federal e a remoção de alguns de seus cargos.
O caso da “rachadinha” envolvendo Flávio Bolsonaro remonta a sua época como deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele foi acusado de chefiar uma organização criminosa que desviava parte dos salários de seus assessores, prática conhecida como “rachadinha”. Flávio Bolsonaro nega as acusações.
Recentemente, decisões judiciais têm afetado a investigação, incluindo a anulação de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a rejeição de denúncias por ausência de justa causa.
Esses eventos têm gerado intenso debate político e jurídico no país, refletindo sobre questões de segurança institucional e legalidade das investigações.
Marcelo Cunha
A Gazzeta RJ





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