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    Ilha de Marajó: AGU vai investigar se ‘redes de desinformação’ atuaram para espalhar fake news sobre crianças

    RedaçãoPor Redação24 de fevereiro de 20243 minutos lidos1 Visualizações
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    Artistas e influencers divulgaram material sobre suposto aumento da violência na ilha; governo diz que dados são falsos. Vídeo incluía até imagens feitas fora do Brasil.

    O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, afirmou neste sábado (24) em uma rede social que o órgão vai investigar se “redes de desinformação” atuaram para espalhar informações falsas sobre a situação de crianças na Ilha do Marajó, no Pará.

    A investigação, segundo Messias, será coordenada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia.

    “Determinei à PNDD que atue imediatamente na identificação de redes de desinformação, que criam desordem informacional sobre a Ilha de Marajó. Os marajoaras merecem respeito e um tratamento digno de todo o Poder Público”, escreveu Messias.

    “O Governo Federal está empenhado em apurar denúncias sérias para desarticular redes de tráfico humano e exploração sexual e infantil em todo o território nacional. Protejamos as nossas crianças sem a propulsão de notícias falsas!”, prosseguiu.

     

    O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, também comentou o tema na rede social X (antigo Twitter).

    “É isso, ministro Jorge Messias. Não vamos permitir a difamação de uma região por oportunistas que se valem de um grave problema nacional como o da proteção de crianças e adolescentes para alavancar interesses políticos ou financeiros”, escreveu.

     

    Ao longo da última semana, influencers e artistas divulgaram imagens e informações que citavam um suposto aumento da violência e da exploração infantil na Ilha do Marajó. Esse material, segundo o governo, é falso – havia inclusive vídeos gravados em outros países e divulgados como se fossem no Brasil.

    Na sexta, o Ministério dos Direitos Humanos já tinha emitido uma nota dizendo serem falsas as informações sobre um suposto cancelamento de “ações, políticas e projetos voltados ao Marajó”.

    “Em maio de 2023, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criou o Programa Cidadania Marajó, um novo marco em políticas públicas para a região. O antigo programa, intitulado ‘Abrace o Marajó’, alvo de críticas e denúncias, esse, sim, foi revogado”, informou a pasta.

    “É preciso inverter lógica assistencialista e modos de vida da população do Marajó. Possuímos o compromisso de não associar imagens de vulnerabilidade socioeconômica ou do próprio modo de vida das populações do Marajó, em especial, crianças e adolescentes, ao contexto de exploração sexual”, prosseguiu o governo.

    “Essa retórica, que visava apenas à estigmatização do povo marajoara, foi justamente o motivo que fez com que o programa anterior fosse descontinuado, sem nenhuma entrega ou ação concreta”, diz ainda o comunicado.

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